sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Christine - O Carro Assassino - 1983


Mais um filme original e inovador da mente brilhante de King, quem ainda não teve a chance de conferir sugiro que não deixe de apreciar essa obra. Dessa vez Christine é o centro da história, ela nada mais é que um Playmouth Fury de 1958 , vermelho e branco, mas com um diferencial de ser um carro assassino e manipulador com uma sede insaciável de sangue. Lendo essa breve sinopse se imagina um trash pavoroso, mas todo o clima envolvente de terror torna Christine uma apavorante história de dar pesadelos. A trama de desenvolve quando Arnie compra Christine, uma carro antigo e em péssimo estado, mas o jovem tem planos de reformá-lo, seu  empenho em arrumar o carro o afasta dos amigos o deixando mais deixando Christine impecável. Seu amigo Dennis e a namorada Leigh começam a notar seu isolamento e a obsessão pelo carro. Muito semelhante a deterioração do personagem Arnie é Jack Torrance em "O Iluminado" no começo do filme Arnie se mostra um garoto tímido e bom filho, mas a chegada de Christine desencadeia uma mudança no seu comportamento o tornando cada vez mais nervoso e violento. Christine no inicio é apenas uma lata velha com um ar de mistério com relação ao seu passado, mas com o tempo se mostra uma máquina assassina afim de destruir tudo principalmente a sanidade de Arnieo. O diretor John Carpenter fez uma ótima direção, diga-se se passagem a melhor na minha opinião ele usa a trilha sonora como o ponto forte do filme e transporta o expectador pra dentro da tela. O desenrolar do filme se torna cada vez mais intrigante questionando: "Qual o próximo passo de Christine? Como deter esse mostro em forma de carro?"
Mesmo sendo um filme da década de 80 ele impressiona qualquer jovem que assista, por tanto esqueça os efeitos de filmes de hoje, Christine é puro suspense e tensão e outra sensações praticamente extintas nos filmes atuais. E o final é super bem feito, deixando um gosto de quero mais o filme acaba com a mesma expectativa que começou. Não vou contar pra não estragar a surpresa de quem ainda não viu, mas é o tipo de final perfeito.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rose Red - A Casa Adormecida - 2002



Bem vindos a Rose Red a mansão mais assustadora da história do cinema. Uma mini série americana que se transformou em um filme. O diretor Craig R. Baxley volta a trabalhar em mais uma obra de King, dessa vez com mais experiência em um novo desafio pois "Rose Red" é  uma história totalmente diferente de "A Tempestade do Século". Baxley se empenha muito para deixar o filme impecável, façanha que consegue muito bem, admirando os olhos dos amantes do gênero. Rose Rede tem como eixo principal uma mansão mal assombrada, um tema já batido e comum nos filme de terror, mas com um grande diferencial, tem suas características próprias e enigmáticas.
Joyce Reardon é uma professora de parapsicologia, obcecada com a ideia de "acordar" a temida mansão Rose Red, ela, o namorado e um grupo de seis sensitivos vão até a mansão na esperança de provar o poder da energia sobrenatural da casa. 
Annie é uma das sensitivas que mais se destaca por ter um vínculo muito forte com a casa, ela é jovem e aparentemente altista, por isso vai a expedição na companhia da irmã mais velha. E quando o grupo entra em Rose Red uma coisa é certa, todos estão vulneráveis a conhecer os mistérios dessa mansão, que tem histórias contadas a séculos de mortes e desaparecimentos inexplicáveis.
A mansão fica no coração da cidade e desde que foi construída ela não para de aumentar, uma história bem parecida com a mansão Winchester, talvez essa tenha sido a inspiração de king para escrever "Rose Red", o que dá um tom de realismo a história. 
Rose Red tem uma arquitetura antiga até um pouco gótica, mas durante o dia encanta com seu tamanho e detalhes, a casa é um cenário perfeito para o terror. A bela fotografia compõe muito bem o contraste sombrio e misterioso, a trilha sonora é quase ausente, destacando-se apenas em alguns momentos um instrumental clássico para acentuar cenas marcantes. O elenco é pouco conhecido, porém tem uma boa apresentação, elementos inteligentes como objetos, flashbacks e cenas do passado da casa são usados para prender a atenção e desvendar partes do mistério. Os efeitos são bons, mas nada muito exagerado para discordar com a harmonia do filme, o enredo e o roteiro não deixam nada a desejar em seus 254 minutos, muita criatividade e diálogos bem desenvolvidos são usados para complementar essa ótima produção.
Com toda a competência de um bom trabalho "Rose Red" é uma obra clássica tanto literária quanto cinematográfica, indispensável para qualquer cinéfilo de bom gosto.

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Cujo - Stephen King - 1983



O terror agora tem um novo nome, Cujo o cão da raça são bernardo mais assustador que o mundo já viu. A história se inicia quando Cujo é mordido por um morcego, contraindo então a doença da raiva, ele fica agressivo e um instinto assassino desperta, tornando um perigo a qualquer pessoa que se aproximar. 
E a luta por sobrevivência começa quando Donna e seu filho Tad vão até o ferro velho, onde o cão assassino os aguarda com toda sua fúria. O filme tem uma rápida duração, pois se concentra praticamente em apenas um cenário. Mãe e filho ficam presos dentro do carro com os vidros fechados em um dia quente, o que dá uma sensação sufocante até pra quem assiste, o garotinho Danny Pintauro que vive Tad surpreende com sua pouca idade e com a capacidade de uma excelente interpretação. Eu particularmente não gosto muito de filmes que tem animais como personagens chave por parecer um pouco forçado, mas Cujo tem um enredo centralizado que foca muito bem o objetivo de manter o espectador com os olhos colados na tela.
A atriz Dee Wallace que interpreta Donna é muito convincente em sua atuação, ela transmite muito bem o instinto maternal de proteger o seu filho do cruel cão que os aguarda do lado de fora do carro.
O filme tem uma sinopse que já diz tudo, um enredo simples porém muito bem trabalhado, o clima de suspense típico em todas as obras de King são bem perceptíveis, o diretor Lewis Teague soube captar muito bem a mensagem, uma das poucas diferenças em relação a outras adaptações é que tem uma curta duração com o intuito de não cansar muito o espectador, "Cujo" é um filme que atravessa gerações com a sua habilidade de surpreender em uma trama super envolvente. Teague dirigiu poucos filmes mas "Cujo" sempre será lembrado.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Tempestade do Século - 1999



O diretor Craig R. Baxley adapta muito bem esse suspense de King, tanto que três anos mais tarde ele também dirige muito bem outro clássico, que diga-se de passagem um dos melhores "Rose Red - A Casa Adormecida", mas esse é outro assunto guardado para o próximo post.
Baxley retrata o drama de uma pequena cidade afastada e calma, que tem seu destino mudado com a chegada de uma forte tempestade, que com ela trás um estranho forasteiro que irá abalar para sempre a vida dos moradores daquele local. Suicídios e assassinatos começam a acontecer, os moradores alarmados com os fatos estranhos e com a ligação do forasteiro resolvem prendê-lo.
O estranho intruso só tem uma frase da qual gira em torno de todo o mistério do filme "Me dêem o que eu quero e eu irei embora" o que deixa várias perguntas no ar, afinal "O que ele quer? Quem é esse individuo? De onde ele veio?". E é justamente todas essas questões que segura a atenção durante o filme inteiro.
A longa duração de quase quatro horas e meia pode desagradar os impacientes, mas o tempo foi muito bem usado para desenvolver os personagens criando vínculos,  desenrolando o suspense em mínimos detalhes.
A forte tempestade com ventos e neve deixa o clima tenso, criando um cenário pavoroso. 
Crianças são usadas para fragilizar o enredo, pois quem não se comove com crianças em perigo, uma tática muito usada mas que sempre funciona. O longa retrata toda a hipocrisia e individualidade das relações e ações humanas. Por trás de uma história fictícia se questiona o que rodeia a sociedade no dia a dia, quando nos tornamos tão mesquinhos e estranhos diante dos olhos de quem conhecemos a vida inteira, até onde o egoísmo é capaz de chegar quando somos ameaçados pelo desconhecido. "A Tempestade do Século" é um suspense interessante, intrigante e ao mesmo tempo previsível, que nos faz pensar durante dias.
Agradará em cheio os admiradores de um suspense inteligente e instigaste. O único ponto questionável é o desfecho da trama, o momento mais aguardado que se torna o ponto mais simples, não agradará a todos, mas na minha opinião foi o final mais perfeito possível.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Carrie, a Estranha - 1976


Se tratando de situações chocantes ninguém melhor que o diretor Brian De Palma para trazer tudo isso e muito mais a tela. Com um bom material nas mãos, Brian personaliza Carrie como uma vítima da sociedade, que a julga tanto pela sua aparência quanto por seu comportamento tímido e retraído. O trabalho de Brian parece ter buscado inspiração nos clássicos de Hitchcok, pois o filme busca explorar o emocional dos personagens a fundo. 
Tudo começa quando Carrie tem sua primeira menstruação, no vestiário da escola,  filmagens de nudez são usadas, mas tudo com ponderação, quando Carrie se depara com o sangue escorrendo no chão o pânico a domina, pois ela não sabe o que está acontecendo e sai do chuveiro apavorada. As garotas da escola começam a rir da sua atitude jogando tampões nela, até que a professora de educação física interrompe a algazarra mandando as garotas embora e tentando acalmar  Carrie que está totalmente apavorada e descontrolada. O filme já começa com uma cena forte e de grande impacto, logo no começo é mostrado o conflito adolescente e a necessidade de aceitação nessa fase. Junto com a maturidade Carrie descobre que não é só uma garota estranha, tímida e incompreendida mas que também tem poderes telecinéticos, o que a torna especial e perigosa. Toda sua retração tem com explicação a criação dura e severa de sua mãe, Margaret que é uma mulher amarga, que julga tudo pecado, maltrata a filha com agressões e a trancando. A situação muda quando Sue se arrepende de ter participado do grupo que humilhou Carrie e pede que Tommy a convide para o baile da escola. E a trama se desenrola quando Chris é proibida de ir ao baile por discordar do castigo da professora, e com raiva de Carrie paneja uma vingança. Carrie mesmo desconfiada com o convite do garoto popular Tommy, aceita ir ao baile com ele, mas o que ela não sabe são os planos de Sue e seu namorado Billy. Mas o elemento surpresa é deixado para o final, Carrie com seus poderes é capaz de fazer coisas se moverem e manipular o que deseja. A chegada de Carrie ao bailer é triunfal ela se transforma em uma princesa de contos de fadas e Tommy realmente se encanta com ela. Mas tudo muda quando eles são chamados ao palco para receber o título de rei e rainha do baile. Um balde de sangue de porco cai sobre Carrie e todos começam a rir dela, que no momento de fúria parece entrar em transe e dominada pela raiva se vinga de todos.
Essa é a cena chave do filme o momento mais esperado e mais empolgante, Carrie se divide entre mocinha e vilã. Muitos efeitos especiais são usados, closes de câmeras e uma trilha sonora agitada contagia quem assiste. Uma produção bem arquitetada faz de "Carrie - A Estranha" um filme envolvente e inesperado. Do elenco destaca-se muito bem Sissy Spacek que vive a frágil e destrutiva Carrie, mesmo em um dos primeiros trabalhos ela mostra todo seu potencial com naturalidade o que torna seu papel muito convincente. Outra fera que não pode ficar de fora é Piper Laurie que interpreta a mãe de Carrie. 
Margaret, uma mulher fanática por  religião que busca consolo na fé por ter sido abandonada pelo marido e desconta todos os seus fracassos e frustrações na filha. Outros jovens também começam a dar seus primeiros passos para um futuro brilhante como John Travolta que faz papel de Billy, Amy Irving que vive Sue, e William Katt que é Tommy.
Pra mim essa é uma das melhores direções de De Palma, um obra digna de ser vista e revista.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Iluminado - 1980


Esse sem dúvida alguma é um marco do terror, lembrado em todas as boas conversas sobre filmes. "O Iluminado" iniciou um novo estilo do gênero. Stanley Kubrick dirigiu muito bem a obra de Steven King, mesmo contrariando muitos fãs por reduzir algumas partes em questão dos fantasmas e aparições de outro mundo, ele tornou mais realista as cenas e partindo mais pro lado do terror psicológico. Jack Torrance (Jack Nicholson) é muito bem trabalhado, o ator realmente veste o persongem vivendo intensamente cada passagem do filme.
O principal elemento trabalhado é o cenário que se passa em um hotel antigo totalmente isolado, onde Torrance vai trabalhar. Ele vai para o hotel com sua esposa Wendy (Shellyy Duvall) e o filho Danny (Danny Lloyd) para ficar durante todo o inverno. Antes mesmo de aceitar a proposta é avisado que uma grande tragédia aconteceu nesse hotel, e mesmo com todo o passado sinistro acontecido ele aceita, pois acha que foi só uma fatalidade casual. Torrance acredita que se mudar para um lugar tranquilo será a saída de todos os seus problemas para ficar mais tempo com a família e escrever seu livro. Mas assim que ela se muda para o hotel coisas estranhas e inexplicáveis começam a acontecer e o terror começa a por a prova a sua sanidade. Torrace que que no começo do filme se mostra um pai carinhoso e bom marido, se torna uma pessoa inconstante e impaciente, deixando Wendy e Danny a mercê de suas atitudes.
O filme se passa no inverno e ao decorrer do filme a tempestade de neve se torna mais forte, impossibilitando qualquer pessoa de sair ou entrar no lugar onde está o hotel.
Outro cenário que também combinou muito com o clima tenso foi o labirinto, onde Danny se esconde em meio a neve.  As grandes salas e corredores do hotel também adaptaram bem  as cenas de suspense, tornando o clima de isolamento ainda maior.
Pouco do sobrenatural é tirado do livro, mas as figura medonhas foram bem escolhidas deixando uma caracterização simples porém muito sinistra. Shelley Duvall que interpreta Wendy não tem muito destaque deixando o filme todo nas mãos de Nicholson, que conduz magistralmente o filme. Cenas impressionantes porém sem exageros fazem o filme perfeito como a cena da mulher da banheira, as gêmeas no corredor e o elevador inundado de sangue.
"O Iluminado" é um filme que transporta o espectador pra dentro da tela, tocando o lado sentimental em pensar que Torrance não está mais sobre o controle dos seus atos, que mesmo sua família o amando incodicionalmente é preciso fugir de sua loucura para sobreviver. Torrance se torna o vilão humano que não pode ser combatido a sangue frio.
Um filme incrível e indispensável a qualquer admirador de King.

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It - Uma Obra-prima do Medo - 1990




Literalmente uma obra prima de Steven King adaptada nas telinhas. Um filme cheio de suspense que consegue resumir muito bem toda a trama. Tommy Lee Wallace usa passagens de tempo para desenrolar o enredo. O cenário típico de filme de terror se passa em uma cidade calma e tranquila, onde o grupo de crianças Bill , Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben se conhecem e começa um forte laço de amizade.
O medo de cada um desses personagens são bem explorados com suas peculiaridades, deixando o espectador se identificar com algum deles. O clima de suspense se desenvolve aos poucos deixando muita naturalidade na trama, então logo surge "A Coisa" materializado no palhaço medonho Pennywise, ao longo do filme ele se transforma em diferentes figuras se adaptando ao que mais apavora os personagens.
Trinta anos se passa e a turma de amigos agora adultos mostram ter tomado caminhos diferentes. Até que "A Coisa" volta trazendo o passado a tona e junto com ele todas as lembranças. Eles então se reúnem de volta a cidade para enfrentar seus medos e destruir de uma vez por todas "A Coisa", iniciando finalmente a aventura macabra.
O ponto forte são as cenas de passado e presente manterem a sintonia do filme, o clima tenso e sombrio também contribuem para prender a atenção em um filme que mesmo sendo longo não se torna cansativo. O elenco em geral tem uma boa apresentação, mas no geral ninguém se destaca deixando o brilho exclusivo para o enredo. Os efeitos especiais são razoáveis e tolerantes para um filme de 1990.
A Única falha foi o personagem "A Coisa" não tem tanto espaço para o desenvolvimento de sua história e origem, talvez até por questão de tempo isso não foi possível, mas seria um personagem de material rico a ser explorado.
Enfim para quem gosta de um terror clássico "It" é uma boa pedida.
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